quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Old state

Que lua tão cheia, que cristo iluminado, que tejo bonito.
Que arcadas detalhadas e calçada luxuosa. Que águas frias e densas, que margem sombria, que reino encantado, que senhora deslumbrante.

E hoje: me enforco nesta sombra, a luz dos seus majestosos olhos, por debaixo desse sorriso claro como pérolas...


Dark



Várias são as noites, vários são os dias, as horas, os minutos, os segundo, o tempo passa, o tempo escorre, o tempo escorrega-nos por entre as  mãos, o tempo corre. Nós aqui estamos, pequenos para quem nos vê por uma das janelas da via láctea. Grandes são eles, vistos daqui, por nós que os observamos todas as noites, todo os santo dia.
  Estamos de passagem, queremos forçar uma estadia que não é nossa, uma estadia que se tem vindo a pagar bem caro por todos os que querem sobreviver.
Pensamos, sonhamos e criamos, somos assim, está nos no sangue. Mas esquecemos de amar e cuidar.
No meio da sombra, nós esperamos, quietos e calados, como maquinas de guerra, mecanizados e testados. Aguardamos a fuga, aguardamos a ida, um bilhete sem volta, sem retorno, sem olhar para trás.