quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Dead Poets Society

"Fui para a floresta porque queria viver de livre vontade, queria viver profundamente e sugar todo o tutano da vida, para aniquilar tudo o que não era vida; e para quando morrer, nao descobrir que nao vivi. " - Henry David Thoreau

Dark night

Numa noite destas, entro em pleno delírio e concentro-me em acabar com aquilo que não existe. Sigo as passadas de ninguém e nomeio a luz que está no escuro, enforco o sol que está à sombra e acabo com todas as personagens mal interpretadas. O que é fundamental passa a ser inútil e aquele enorme navio; vai afundar .

Pearl Harbour -1941

taste like gold

Bem ou mal, certo ou errado, entre o descanso obscuro e o fracasso temido, sinto os olhos que não vêem , o corpo que não reage, os lábios que não se tocam e as mentes que não adormecem.
Tenho falta disto e daquilo, falta de sentir o calor humano nos meus braços, cabelo diferente do meu, falta de puros actos de carinho e ternura. Tenho muito para dar; eu cá, não preciso de ar, não preciso de mim; apenas de uns lábios que encaixem nos meus; uma mente que se entre-lasse  na minha; uma mão que não me largue.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

wind

Neste momento olhas para o vazio e esperas que um silêncio repugnante cubra todo o teu corpo de afectos e ternura, porém esse silêncio que custa a chegar é bastante desejado, mal chegue é agradecido com um suspiro repleto de tranquilidade conjugado com um piscar de olho e uma pequena manifestação sorridente que eu desejo cada vez mais, ou por outro lado estás num sono profundo, onde encadeias a luz da noite com satisfação insuficiente. Por mim, estava contigo, só contigo, na praia, estava sim. Apetece-me sentir a areia, apetece-me ser derrubado pela rebentação de uma onda simples e indefesa, apetece-me ser julgado por um todo, dividido e rejeitado por todas as partes. Apetece-me por estranho que pareça sentir-te, e não apenas tocar-te, ver-te, acariciar-te, adormecer-te e acordar-te. Quero ouvir-te e conhecer-te como a palma da minha mão, que apesar de pequena tem muito que se lhe diga.

Daddy's photo- Barcelona

glory days

Hoje em dia, o diferente está em vias de extinção; é alvo de gozo sempre que usado, inferiorizado sempre que exposto a este mundo cruel que dizemos ser perfeito à medida que o estragamos. Cada vez me questiono mais, tantas, como as vezes que respiro, (são bastantes) como é possível; não conseguir chegar ao fundo da questão mergulhada no vazio de um copo que para uns esta meio cheio, para outros meio vazio.
Esse vazio que se acumula no interior do nada, é espezinhado cada vez que alguém tem uma ideia contraria à de um todo que se acha melhor e mais poderoso do que uns e outros.

 

Broken

Tenho as pernas partidas mas consigo andar, vendaram-me os olhos mas consigo ver, partiram-me o lápis com que acabo de escrever.
Corro numa tempestade monstruosa que amedronta vida e morte, terra e água; sou tão rápido que não me vêem, tão silencioso que não me ouvem, encarregue de voltar e poder falar, encontro-me surdo no meio de tanto barulho libertado por este silêncio incomodativo que não me deixa falar e coloca qualquer um calado.
Mudo, neste espaço de palavras, sinto-me tentado a fechar os olhos e a gritar, acordar tudo e todos depois de mais 24horas de puro sofrimento .

     fotografia: Hugo Amador
 olhares.com

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Fear

Já não escrevo nem ando. Já não corro nem deslizo, ignoro e questiono, dificulto a compreensão rápida e facilitada de todos os problemas que me rodeiam, fazendo deles bichos de 7 cabeças que aniquilam determinação e certezas.
Durante este frio Outubro que transpira o calor de Agosto e receia os baixos graus de Dezembro, tenho encontros repentinos e acelerados  com o que me persegue desde pequeno . -Out


journey

Vê-se que me desejas quando inspiras o ar contaminado com ruidos imundos , sujeitos a impurezas de tal forma grandes que a mais profunda inspiraçao, torna-se na expiraçao de alivio que soltamos ao fim de cada dia, ou dizer, este ja passou, nota-se quando olhas para o vazio, e o tornas preenchido com uma inocencia de tal forma grande, que condenas a morte ao viajantes da historia, que se perderam no tempo ao olhar para esses caracois , que de uma maneira ou de outra fazem parte de ti.­ ­  -old
Norte a Sul