Corro numa tempestade monstruosa que amedronta vida e morte, terra e água; sou tão rápido que não me vêem, tão silencioso que não me ouvem, encarregue de voltar e poder falar, encontro-me surdo no meio de tanto barulho libertado por este silêncio incomodativo que não me deixa falar e coloca qualquer um calado.
Mudo, neste espaço de palavras, sinto-me tentado a fechar os olhos e a gritar, acordar tudo e todos depois de mais 24horas de puro sofrimento .
fotografia: Hugo Amador

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